O mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa crónica e irreversível que afecta de um modo geral as faculdades cognitivas do seu portador através de uma atrofia cerebral generalizada, da qual resulta uma morte lenta e progressiva das células neuronais. É com o avanço desta degradação das células constituintes do cérebro que o doente começa a revelar os primeiros sintomas, comummente associados a pequenos lapsos de memó
ria que, com o tempo, se vão agravando cada vez mais, até que as restantes faculdades mentais começam a ser também afectadas. Na fase terminal da doença de Alzheimer, o estado de degradação dos compostos cerebrais é de tal ordem que o portador deixa de conseguir exercer as mais básicas funções cognitivas, o que o atira para uma condições de total dependência de terceiros.
Ainda não há cura nem estudos científicos conclusivos acerca das causas da doença, o que faz dela um inimigo silencioso, terrível e impiedoso. Estima-se que afecte cerca de 2% da população dos países desenvolvidos, o que faz com que seja a mais comum forma de demência e uma das principais causas mundiais de morte adulta. De acordo com o relatório de 2010 da Texas Alzheimer’s Research Consortium, existem cerca de 5,3 milhões de doentes de Alzheimer só nos EUA, entre os quais constam 200 mil vítimas com idades inferiores a 65 anos. As estatísticas são alarmantes e não mentem: 13% da população idosa norte-americana padece da doença (o que perfaz uma média de 1 em cada 8 pessoas), prevendo-se que em 2050 o número de doentes ultrapasse os 11 milhões, a menos que algum avanço científico permita reverter a tendência. Em Portugal e no Brasil estima-se um número de doentes na ordem dos 60 mil e 1,2 milhões, respectivamente.
As fases da doença de Alzheimer:
Clinicamente, considera-se que um doente de Alzheimer atravessa 4 fases até chegar ao estado terminal. Tais fases têm as designações de Estado de Pré-Demência, Demência Inicial (ou Primária), Demência Moderada e, o último de todos os estados, Demência Avançada.
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Pré-Demência: Os primeiros sintomas da doença podem surgir até 8 anos antes do mal de Alzheimer ser diagnosticado, e prendem-se com falhas ao nível da memória de curto de prazo que muitas vezes os pacientes começam por associar ao avanço natural da idade. Tais lapsos de memórias podem manifestar-se a propósito de actividades diárias simples, sob a forma de esquecimentos de eventos recentes, faltas de atenção, organização e concentração, esquecimentos semânticos (ou seja, esquecimento de algum vocabulário simples), esquecimento espácio-temporal, etc.
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Demência Inicial: Quando a doença de Alzheimer costuma ser diagnosticada, ela já se encontra na sua segunda fase. Tal fase caracteriza-se por um agravamento dos esquecimentos de acontecimentos mais recentes, perda mais acentuada da memória semântica (que leva o portador a perder fluência na fala), dificuldades ao nível da percepção (agnosia) e algumas falhas motoras (apraxia) que começam a obrigar o doente ser alvo de supervisão de terceiros.
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Demência Moderada: Trata-se de uma fase já avançada da doença que marca definitivamente a perda de autonomia por parte do paciente. Com o passar do tempo, este vai tendo cada vez mais dificuldades na comunicação, conseguindo expor ideias simples a muito custo: perda crítica de vocabulário, hesitações e esquecimentos repetitivos a meio das frases, fala arrastada, uso de palavras fora de contexto. Também as capacidades de leitura e expressão escrita vão sendo afectadas e a memória de longo-prazo começa finalmente a sofrer degradação. O doente começa a revelar-se cada vez mais confuso e com variações drásticas de humor, e as suas faculdade motoras começam a sofrer sérias falências.
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Demência Avançada: Na fase terminal da doença, a degradação progressiva das faculdades cognitivas acaba por fazer o doente mergulhar num estado de profunda dependência. A fala poderá resumir-se a pequenas frases ou palavras soltas até que, por fim, o doente remete-se ao silêncio permanente e à total apatia. Deixa de conseguir reconhecer as pessoas mais próximas e inclusive a sua própria imagem no espelho. A mobilidade é reduzida à quase total aniquilação, deixando de desempenhar as actividades mais primárias.
Como identificar um caso de Alzheimer?:
De realçar que, apesar da doença de Alzheimer ser muito mais frequente a partir dos 65 anos de idade, há casos de disgnóstico efectuados muito antes dessa idade. Por esse motivo, é importante que todos saibamos quando podemos estar na iminência de um caso de Alzheimer, de modo a que o combate à doença seja o mais eficaz possível. Por esse motivo, os Médicos de Portugal disponibilizaram uma lista de 10 sinais de alerta que nos permitirão detectar um eventual caso:
- Perda de memória
- Dificuldade em executar as tarefas domésticas
- Problemas de linguagem
- Perda da noção do tempo e desorientação
- Discernimento fraco ou diminuído
- Problemas relacionados com o pensamento abstracto
- Trocar o lugar das coisas
- Alterações de humor ou comportamento
- Alterações na personalidade
- Perda de iniciativa